domingo, 23 de março de 2014
O romantismo da vida
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O descobrimento de cada manhã
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Alma gêmea não. Alma complementar.
Ivan Martins, Revista Época - Editora Globo.
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Laranja com casca

quarta-feira, 1 de junho de 2011
O mar de hoje
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
1 + 1
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A casa de Paulina
Para quase tudo que olha, imagina e cria. A pequena casinha de madeira no alto da árvore com janelinhas sujas pelo tempo não permitem enxergar o seu interior por completo. O embassado dos vidrinhos revela silhuetas de objetos e amontoados de velharias. Dalí percebe-se então a pequena criança em seu vestidinho, tão inho quanto a casinha, a janelinha e as cortininhas, criando brinquedos, em seu universo tão particular. Restos de abajur, louças, tecidos e canivetes. Nada escapa, tudo vira seus brinquedos.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Andre Lemos
massas, criando um lixo artificial e esteticamente questionável, a cibercultura
contemporânea, pela mão livre e coletiva de seus usuários, levanta o tapete da história e
atira no ventilador as obras “menores”, dando visibilidade planetária ao que estaria para
sempre perdido pela imposição do hit.
http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/digital_trash.pdf
segunda-feira, 17 de março de 2008
O tempo
O Velho E O Moço
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?
Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.
Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Perder-se em Peter

Ás 17 horas o amigo chegou conforme tinham combinado, nada ao acaso, mas pontualidade de virginiano. Sentaram-se na mesa da cozinha, aquela que inúmeras vezes já lhes serviriu para conversar, beber, discutir, fumar ou mesmo comer. Com a luminosidade de um final de tarde de sol de primavera, o amigo lhe falou...
É difícil decidir, não é mesmo Peter? É difícil lutar contra a facilidade de alegrias fáceis e sem compromisso... da facilidade de conhecer e ser conhecido... de olhar, ser olhado, provar, degustar
e desgostar. É fácil demais mergulhar na infinitude de liberdades e possibilidades que essa nossa cidade nos oferece. Então por que mesmo se privar de toda facilidade sem compromisso do acaso? Talvez escolher o contrário e se arriscar no medo do certo, que pode enjoar, desencorajar e ser como sempre foi não seja mesmo a melhor idéia caro amigo. Mas como todas as coisas dubiais, eis que suas escolhas podem lhe trazer novos ares, que nem por isso lhe permitam toda a liberdade e egos infláveis, mas que podem te levar para o que ainda não existiu. E o que não existe, Peter, pode ser bom, e sim... (dubial), pode ser ruim. Suas aflições não lhe permitem soltar as rédias e descobrir o que tem atrás das árvores; eis que por experiência imatura de um amigo, lhe asseguro a tentar. Caso contrário, o tempo passa, e você poderá, Peter, perder o caso, e passar a viver ao acaso. É difícil amar, mas é fácil tentar, caso queira, meu jovem.
Suspirou.
Levantou-se em sua sobriedade aparentemente fria, olhou para o horizonte, e com seu sorriso interior invisível à olhos normais, cantou em silêncio a música que naquele momento lhe veio a cabeça...
Que voz é essa?
Que silencio é este?
Por que tu nao falas o que estas pensando?
Não quero estar recuando
O meu sentimento, a minha alegria
Eu sinto que você está chegando mas se recusa a aceitar ôô
Acho que estou te esperando
O que talvez você já saiba
Eh, você pode estar certa, talvez nao valha a pena dizer nada
Mas eu te espero mais perto
Estou morrendo e tenho medo de só pensar em você
Te encontra logo com a distância antes dela te dizer que já é tarde demais.
(Fernando Catatau)
Boa noite Peter, até a próxima.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Profundezas de um funcionar sem fim

Tens os pensamentos dominados por sua presença.
Uma mistura de alegria, saudade, dor na barriga e
vontade de pensar em outra coisa. Questionamentos
que acabam por invadir qualquer que seja seus atos,
atitudes, companhias ou lugares. Desejo de querer
saber o que sentes, como se isso fosse possível.
Quando não conseguimos nem mesmo definir o que
pensamos, desejo de saber o que vens de outrém.
Fantasias. Tudo poderia ser mais simples, ou tudo
poderia ser como está, pois se está, assim deve
ser. Mas e se fosse? Questionamentos. Posse, vontade
de ter para si; de guardar dentro de si; de deixar
que habite as profundezas da parte mais particular
de nosso corpo, o coração. Quanta ousadia! Mas se
pelo menos a mim posso confessar o que realmente
sinto, sinto que te quero ao meu lado. Como a
dúvida de que se você também quer isso me faz mal.
Angústia. Ligo o som e viajo até você; ou viajo
para onde possa me ver livre de te desejar. Aliviar.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Nas ondas musicais de uma noite fecal

Eis que em meio ao agito da noite, preferiu se isolar em um canto menos fedido para tentar organizar seus pensamentos, ou para simplesmente tentar sair dali, nem que se fosse através de sua voz, em seu aparelho digital portátil interativo, onde preferiu se calar e digitar: "Nas paredes da ascensão vive o homem perdido em valores medíocres."
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Grafite, arte de galeria_monovolume.com.br
Dá uma olhada: Ok, dou uma olhada então!
Monovolume says:
"Sejam bem-vindos ao monovolume!
Estamos de volta em alto e bom som trazendo informação e entretenimento na medida certa pra quem gosta de estar por dentro dos mais diversos assuntos relacionados à arte, música, comportamento e cultura alternativa. Além disso selecionamos algumas bandas nacionais e internacionais que estão agitando o myspace. É isso ai, aproveitem! :o)"
www.movolume.com.br
quinta-feira, 26 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
Bartira!

Algum instante depois de mergulhar em sua introspecção libertadora de pensamentos inconstantes seguiu para os fundos da casa. Era lá onde ficava seu canto predileto, um local onde os detalhes denunciavam os últimos tempos que ainda trazem memórias. Sentou-se na poltrona xadrez, sem dúvida a mais confortável, a mais macia e a que mais segredos trazia em seus braços e almofadas. Era bem ali que confessava para si verdades incrédulas de uma vida quase que banal em meio a tantas outras. Se não fosse por seus relatos íntimos, com toda certeza, seria uma vida despercebida e pacata.
Acomodou-se, afundou-se no conforto e respirou o ar úmido e refrescante de uma tarde de sol, nem calor nem frio, meio tempo, sublime temperatura. Árvores, pássaros e até flores cinzas podiam ser vistas dali, afinal, era seu canto predileto.
Diante de tantos pensamentos desordenados, ordem! Alguma coisa lhe atingiu o estado mínimo de interesse fazendo-lhe esquecer de tudo e deixar vivo em sua mente somente aquele novo-velho pensamento de sempre. O que mesmo estou esperando? Quando devo partir? Quando tudo isso vai passar? Eu espero. Espero pelo que? Por quem? O que estou eu fazendo? Desordem! Não adianta, por mais que tente, seus pensamentos acabam se diluindo numa espécie de auto questionamento detentor de uma falsa verdade de si. Uma cobrança interior, uma pergunta sem resposta. Um suspiro de meia satisfação silenciou seu interior.
Levantou-se. Seu canto predileto se tornara por instantes um tanto quanto incômodo. Abriu a última gaveta para ver o bom e velho poema que há tempos lhe acompanhava e assolava sua vida: No meio do caminho. Ouviu algo como se alguém lhe chamasse.
Partira dali há instantes sem ao menos terminar. Com pressa, a pedra não deixou calar. Pensou dentro de si: até que ponto chegaria? Mesmo sem saber ao certo, partiria Bartira partira. Viver a vida? Quem sabe conseguiria...
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 17 de julho de 2007
Poesia Elétrica do pós-humano
VENTURELLI, Suzete. Arte: espaço_tempo_imagem. Editora Universidade de Brasília, Brasília: 2004.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Tempo. Espera. Movimente-se!

Foi pela manhã úmida e ainda gelada de uma madrugada chuvosa que seus primeiros passos percorreram a mesma rua por onde há dois anos e sete meses ele caminha antes de chegar ao trabalho. Tal travessia, que ao todo o fazem perceber sete quadras e duas calçadas, levam-no ao que ele mesmo denomina de caminhada introdutória a realidade de mais um novo-velho dia.
Cada passo o faz ver e perceber a concretude de um conjunto de construções, pessoas e semi-sentimentos que se mostram novos aos seus olhos, mas que permanecem iguais dia-a-dia. Todo mundo, como sugeriu Fernando Pessoa, sofre da "angústia das pequenas coisas ridículas", e é neste estado que ele, Aroldo, continua sua caminhada percebendo o seu todo.
Durante os próximos minutos passarão por sua ainda não-adormecida mente: imagens, cheiros, sabores, olhares, sorrisos. Como se em cada manhã ocorresse em seu interior uma (re)visão de sua vida corriqueira. Lembrou-se de Ana, de eterna namorada para eterna amiga e fiel companheira. Sentiu o cheiro da lasanha de queijos que comeu na casa da Dona Janete na vez em que viajou para Serra Iluminada, ao sul de Minas Hortaliças. Esperou o carro passar, e viu num rosto desfocado seu irmão mais velho. Mas no meio, no começo, e ao fim não se sabe ainda, pensou
Luzia? Por favor, senhora, a Luzia. Histórias mal resolvidas meu rapaz, eis que tarde sempre vens, mas nem sempre assim consegues chegar. Luzia de boa moça, não se sabe ao certo, mas que o tempo soube muito bem o seu tempo, a levou daqui de perto!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Trailler do filme Naqoyqatsi
Naqoyqatsi. Vida em guerra.
Cotidiano; guerra em meio a tecnologia exarcebada de uma vida marcada pela tentativa de uma superação hipócrita egoísta. Sem controle.
O filme trata deste tema colocando em questão cenas referentes à própria vida do homem, que ao ver seu presente nas cenas, acaba por enxergar a si próprio e se questionar sobre seu modo de vida; guerra?
Aquilo que compõe nosso universo nada mais é do que aquilo que está em nossa mente, pois não há como pensar ou viver aquilo que não está contido em nossos pensamentos, desta forma, nosso mundo é nosso interior. Nosso interior, infinito de constantes ideiais organizados pela taxonomia de instabilidade de escolhas livre por um mundo sem começo nem fim; conexão - emissão - reapropriação. A cibercultura não é uma simples característica dos modelos em rede tecnológicos, e sim, um momentos social na qual estamos inseridos, uma nova cultura de vanguarda, nosso próprio EU.
O filme Naqoyqatsi, 2002, faz parte da Trilogia Qatsi - Koyanisqatsi (vida em transformação) de 1982 e Powaqqatsi (vida em deseiquilíbrio) de 1988 - e refere-se a tecnocracia de nossos dias. Com direção de Godfrey Reggio e música minimalista de Phillip Glass, a trilogia é responsável pelo relato do caminhar de nosso planeta. Com linguagem própria, sem falas ou personegans, a trilogia imerge o espectador e sugere a reflexão.



